Death March Web Novel Online 7-4
[Por Dentro da Cidade Natal dos Anões] [Parte 3]



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Satou aqui. Saquê é apenas para aqueles com mais de vinte anos! Era a frase favorita do meu pai quando meu jovem eu do ensino fundamental o acompanhava bebendo após o jantar. Talvez aquela frase tenha sido inesperadamente importante.


◇◇◇


Na manhã seguinte, a espada estava pronta.

Eu havia golpeado o suficiente para vê-la em meu sonho.
O elixir secreto dos anões foi usado quando o mithril estava sendo aquecido na fornalha. Como um dos ingredientes era pó de núcleo mágico, talvez fosse usado para criar armas mágicas ao estilo anão, num sistema aparentemente diferente das armas mágicas feitas com circuito mágico.

Terminamos sem trocar de turno, hein? Se quiser treinar a sério, venha aqui quando quiser. Alguém como você vai me superar em pouco tempo.

Bang!

O ancião Dohar bateu nas minhas costas.
Guho! A dor era quase igual ao ataque de cauda do Wagahai-kun. Se não fosse pela minha enorme resistência física, poderia matar uma pessoa, sabia?

Você é muito bom para um humano!
— Concordo. Você não seria na verdade um anão sem barba, seria?
— Não imaginei que existisse alguém além do Dohar-shi que conseguisse balançar aquele martelo grande até de manhã…
— Será sempre bem-vindo aqui!

Uun, eu tinha apenas balançado o grande martelo até o amanhecer, como instruído pelo ancião Dohar, mas parecia que os ferreiros anões me aprovaram no processo. Fiquei feliz e tal, mas a questão da barba não era da conta deles. Ela deveria crescer em 5 ou 6 anos... Provavelmente.

O ancião Dohar foi para algum lugar carregando a espada pronta enquanto os outros anões foram tomar café da manhã. Acordei Jojori-san, que dormia no canto da sala, e também fui tomar café com ela.


◇◇◇


Após o café, fui chamado para um salão perto do subsolo. Parecia que o local tinha duas camadas de ventilação, com quatro metros de altura até o teto.

Experimente balançá-la.

Recebi a espada que me foi apresentada. Aparentemente, o ancião havia adicionado ornamentos que também serviam como antiderrapante. O tipo da espada finalizada era uma Espada Bastarda de lâmina dupla, pesava cerca de 70-80% do que uma espada de ferro. Quando a peguei, pareceu um pouco leve. Achei que, se fosse muito leve, não teria tanto poder de corte...

Ao assumir a postura, senti que era mais firme do que a espada que eu havia feito antes. Será que o equilíbrio estava bom?
Consegui balançá-la melhor assim.

Balancei levemente.

A sensação foi boa.

Tentei balançar mais rápido desta vez.
Com uma espada barata, eu sentiria a resistência do ar, mas com esta, não senti nada, assim como com espadas sagradas.

Sim, era uma boa espada.

Agora, derrame seu poder mágico e teste.

O ancião Dohar, que havia me observado balançando a espada, deu uma ordem adicional.
Como a [Lâmina Mágica] era em teoria uma habilidade rara, achei que bastava infundir poder mágico normalmente.

Infundi cerca de 10 MP.

Ooh, ela aceitou o poder mágico com facilidade, assim como a lança da Liza. Como esperado de uma espada criada por um mestre ferreiro anão. Talvez também fosse por causa das propriedades do mithril.

Padrões ondulados verdes apareceram na superfície da espada. Parecia ser uma característica de armas feitas de mithril. Quando infundi mais poder mágico, começou a vazar uma luz vermelha, como a lança mágica da Liza.

Seria ruim se quebrasse com excesso de poder mágico, então parei em 50 MP e misteriosamente, a espada ficou mais pesada conforme aceitava o poder mágico. Nos primeiros 10 de MP, pensei que fosse apenas impressão, mas agora estava nitidamente mais pesada. Não havíamos desenhado circuitos mágicos durante a criação da espada, então poderia ser uma característica do mithril?

Eu havia me questionado se o martelo grande poderia ser menor se fosse feito de mithril, mas depois me disseram que o poder mágico de um martelo do mesmo material poderia afetar negativamente o mithril da arma sendo forjada.

Umu, você tem boa habilidade. Vamos duelar um pouco.

O ancião Dohar falou isso enquanto pegava um machado de batalha e se preparava. Minha percepção de crise disparou assim que vi o machado.

Espere, aquela era uma arma amaldiçoada, certo? Dava para ver uma aura vermelha maligna nela!

» Habilidade: [Enxergar Fantasmas] foi Adquirida.

Uwah, não quero isso. Não mesmo.

Apesar de já ter visto mortos-vivos várias vezes, deixando monstros de lado, me poupem dos espíritos malignos. Histórias de terror está fora de questão.

No final, fui obrigado a trocar golpes com o ancião Dohar até que ele ficasse satisfeito, enquanto minha mente estava em outro lugar.

Ainda assim, anões eram realmente resistentes. Depois de passar a noite toda na forja, ele ainda lutou por meia hora. Além disso, mesmo que o ancião Dohar não tivesse tomado café da manhã, ainda estava cheio de energia.

Mesmo me esforçando para evitar seus ataques o máximo possível, ele conseguiu me atingir algumas vezes. Apesar de ser mais rápido que ele, gradualmente fui ficando sem espaço para fugir, como em um jogo de xadrez.

Foi uma experiência curiosa.

Como era de se esperar de um veterano de muitas batalhas. Ter muita experiência em combate real era realmente impressionante.


◇◇◇


Dohar-san entregou seu machado de batalha ao discípulo, Zajir-san, e caminhou até mim. Ele não estava nem um pouco sem fôlego, mesmo após toda aquela movimentação. Como esperado.

Mostre-me a espada.

Entreguei a espada a Dohar-san, que inspecionou a lâmina em busca de lascas antes de brandi-la para confirmar algo.

Bom braço. Não há lascas, e a espada também não está empenada.

Estaria ele se elogiando? Por um instante, pensei nisso, mas parecia que ele estava elogiando minha habilidade com a espada. Eu havia tentado disfarçar meu verdadeiro nível de perícia, mas ele deve ter percebido.

Você deve treinar com espadas desde pequeno. Não quero me intrometer, mas sua perícia não reflete a idade que aparenta. Ninguém pode ser tão habilidoso sem pelo menos 10 ou 20 anos de experiência.

Minha idade realmente não combinava com minha aparência.

Depois de ficar em silêncio, segurando a espada com ambas as mãos, o ancião Dohar começou a entoar um canto, como se tivesse tomado uma decisão.

Umu, ■■ [Nomear: Espada das Fadas, Trazayuya].

Isso foi perigoso, quase deixei minha expressão escapar. Pocker Face-sensei realmente era uma habilidade útil. Seria adequado dar àquela espada reta e rústica um nome tão pomposo como "Espada das Fadas"? O mithril também era chamado de prata das fadas, então talvez a inspiração viesse daí.

Dohar-sama, o senhor conhece Trazayuya-shi?

Umu, você também sabe, hein? É uma história antiga, mas servi o Sábio por muito tempo. Esta é a melhor espada que já fiz em minha vida. Acabei de batizá-la em homenagem ao falecido Sábio.

Ele não chegou a derramar lágrimas, mas o ancião Dohar fechou os olhos e caiu em silêncio. Ao abri-los novamente, estendeu a espada para mim sem dizer uma palavra, e, levado pelo impulso, a recebi.

É uma espada forjada com sua cooperação. Com sua habilidade, ela certamente consentirá. Use-a bem.

Espere um minuto, o preço de mercado mostrava [--]. Espadas mágicas poderosas também tinham [--] como valor, então esta devia estar no mesmo nível. Deveria valer centenas de moedas de ouro, talvez até mais de mil... Como era de se esperar da obra de um mestre entre os anões.

Assim que a recebi, Dohar-san soltou um sorriso satisfeito e gritou:

Hoje é um dia feliz! Vamos beber até cair! Tragam todos os barris!


◇◇◇


E assim, o banquete de bebidas começou sem mais delongas.

O local continuava sendo o mesmo onde eu havia duelado com o ancião Dohar por meia hora. Lá, as mulheres anãs traziam grandes quantidades de carnes grelhadas, nozes e frutas secas, além de variedades de peixes que combinavam bem com bebidas alcoólicas.

Não ficando atrás, os homens anões carregavam barris e mais barris de licor. Metade era cerveja, e a outra parecia ser destilado.

Jojori-san me serviu enquanto eu estava sentado ao lado do ancião Dohar. A bebida forte no copo de prata era um licor transparente com um leve tom avermelhado e parecia bastante potente ao provar um gole. Por outro lado, o sabor era agradável, tornando-a fácil de beber. Lembrava o Awamori que eu havia bebido em Okinawa muito tempo atrás.

Guhahahaha, você realmente sabe beber.

Bebendo puro mesmo sendo jovem, esse daqui tem futuro.

Certa vez, um humano que parecia um espadachim experiente acabou se engasgando de maneira gloriosa, buahaha!

Os anões da oficina de ferreiro estavam reunidos ao redor do ancião Dohar. Diferente de quando estavam forjando, todos pareciam pessoas de bom coração.

Infelizmente, não sei se era por causa do meu status ou nível, mas eu não conseguia ficar bêbado. Depois de beber, sentia um leve efeito, mas logo ficava sóbrio novamente. Era difícil até mesmo depois de desconsiderar a resistência a venenos.

» Habilidade: [Resistência a Álcool] foi Adquirida.

Não preciso, ou melhor, não quero essa habilidade.

Liza e as outras também foram convidadas para o banquete. Como já havia passado um dia, a princípio eu queria mimar Pochi e Tama, mas isso durou apenas até chegarmos à mesa no canto da sala, repleta de carnes defumadas e grelhadas de monstros incomuns.

Nana e Mia bebiam suco de frutas ao meu lado. Mia mordiscava vários tipos de nozes enquanto se encostava em mim. Ela parecia fofa, como um bichinho. Já Lulu, incomumente, estava comendo carne por influência da Arisa.

A conversa dos artesãos anões começou a ficar animada. Embora os assuntos fossem principalmente sobre forja ou minas, eu assumi o papel de ouvinte. Parece que eles contratavam magos gnomos para lidar com desabamentos ou gases, mas quando não havia um por perto, usavam pergaminhos. Era caro, mas nada comparado às suas vidas, diziam.

Esse tipo de pergaminho não era vendido na loja de magia na superfície, mas sim na loja de magia na entrada do distrito das minas anãs. Me indicaram onde comprar magias de terra e vento e, se estivessem à venda, eu definitivamente as compraria.



◇◇◇



Eu havia considerado não deixar Liza e as outras beberem, mas como os velhos anões insistiram, achando divertido, não consegui impedir.

Ehehehe~ Satou. Fufuh~n Sa-Tou. Ahaha~, Satou~♪

Lulu estava completamente à vontade, agindo como uma criança mimada, provavelmente por ter abandonado sua postura sóbria. Parecia uma beberrona alegre. Quando tirei o copo das mãos dela, Lulu me abraçou e começou a se aconchegar.

Sniff, uma pessoa como eu... vai acabar mantendo a castidade pelo resto da vida. Vou acabar sozinha neste mundo também!

Arisa era do tipo deprê quando bebia, ou melhor, daquelas que ficam melancólicas. Decidi mentalmente não deixar Arisa beber álcool nunca mais.

[Kusukusu, que divertido, isso é tão divertido. Agora, Satou, beba mais. Ufufu, há três de você, é maravilhoso.]

Quem diabos é você?

Mia, normalmente de poucas palavras, falava freneticamente em língua élfica. Era um tanto surpreendente. Até que tudo bem ela girar toda alegre, mas sua saia estava ficando frouxa. Melhor pará-la logo.

Nihehe~ mes tre sa ara roresu.

Nyuru~n???

A língua da Pochi não estava funcionando direito. Tama se enrolou no meu colo como se estivesse escorregando e começou a dormir. Quando Pochi viu, subiu também.

Ah, já estava roncando.

Mestre, “a c-condição do m-meu c-circuito l-lógico está a-anormal. E-esta água po-possivelmente, po-possivelmente, po-possivelmente c-contém v-veneno”, a-assim q-questiono?

Droga, até a Nana bebeu.

Ela havia começado a comer um pouco de comida desde uma semana atrás. Fiz a Nana, que parecia um disco riscado, beber uma poção mágica para ressaca e a coloquei para dormir.

Liza, que estivera bebendo quietinha ao meu lado, adormeceu sentada.

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Não vou deixar essas garotas beberem da próxima vez. Enquanto eu reforçava essa determinação, o festival etílico continuou até altas horas da noite.

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Tradução: Rudeus Greyrat
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