Death March Web Novel Online 7-2
[Por Dentro da Cidade Natal dos
Anões] [Parte 1]

Satou aqui. Lembro-me de ter ficado surpreso ao descobrir que até as mulheres anãs tinham barba no primeiro romance de fantasia que li. Também não tenho certeza sobre as anãs "lolis" que aparecem nas obras recentes, mas seria problemático ter que escolher entre elas e as anãs barbudas.
◇◇◇
Dizem que os anões normalmente vivem em cavernas, mas, segundo as informações que coletei com a habilidade [Exploração Total do Mapa], cerca de metade deles vive normalmente na fortaleza. A outra metade corresponde exatamente ao estereótipo, habitando cavernas próximas à cidade.
Este domínio autônomo dos anões não era muito extenso. Tratava-se de um vale com aproximadamente 20 quilômetros de raio. Dentro do território, havia uma cidade chamada Bolenhart e duas aldeias. A cidade possuía uma população de 30 mil pessoas: 20 mil anões com níveis médios entre 5 e 6, quatro mil Ratkins, dois mil Rabbitkins (Homens-Coelhos), dois mil humanos, mil Weaselkins (homens-doninhas) e os outros mil compostos por outras raças semi-humanas. Não havia elfos.
Será que as relações entre as raças eram ruins?
Pelas profissões e habilidades que observei, havia muitos mercadores weaselins e humanos. Entre os anões, cerca de dez indivíduos ultrapassavam o nível 40. O de nível mais alto era um anão chamado Dohar. Se não me engano, era o mesmo anão que fabricou a adaga de Toruma (o Ossan). Seu nível era 51.
Como esperado dos anões, a maioria era de anciãos.
Não tinha demônios, pessoas transportadas ou reencarnadas. Parecia que desta vez seria tranquilo.
Havia campos ao redor da cidade, mas quem os cultivava não eram anões, e sim Ratkins, Rabbitkins e outros beastkins. Aparentemente, não eram exatamente escravos.
Nos juntamos à fila para entrar em Bol en hart, posicionando-nos diante do portão e e stacionei a carr uagem no final da fila, aguard ando a nossa vez.
— Acho que somos o vigésimo na fila? Tem bastante gente, hein?
— É verdade.
Arisa escalou meu corpo para espiar a fila.
Foi quando alguém puxou minha manga. Olhei para o lado, vi Pochi, Tama e até Mia esperando sua vez. Como minha roupa ficaria amarrotada se subissem em mim, coloquei-as sobre meus ombros, mas como Mia era a única usando saia, em vez de colocá-la no ombro, segurei sua cintura e a levantei.
— Discriminação, protesto.
— Isso não é discriminação, mas distinção. Se estivesse usando calças, a colocaria no ombro.
— Mmuu...
Dentre as carroças aguardando, cerca de metade era conduzida por humanos.
— Pochi- chan , Tama- chan , fiquem atentas a ladrões na retaguarda.
— A~ye.
— Entendido, nanodesu!
Liza, que acabara de voltar de uma inspeção no portão, deu ordens a Pochi e Tama.
— Mestre, reparei que há Weaselkins entrando e saindo da cidade com frequência. Por favor, cuidado, pois estas pestes são ardilos a s .
— Sim, entendi. Obrigado, Liza.
Se bem me lembrava, a tribo Weaselkin era a responsável pela destruição da vila de Liza.
— Onii-san, não quer comprar batatas? São deliciosas, viu?
Uma mulher Weaselkin tentava vender batatas com um vocabulário desajeitado. Parecia que custavam uma moeda de cobre cada, cerca de três vezes o preço de mercado. Por algum motivo, sua fala soava como um sotaque chinês falso.
Rudy: No lugar de Pastel de Flango, Tem Pastel de Yakitoli!
— Onii-san, este yakitori é mais gostoso que as batatas da garota ali. Tem bastante sal d as minas Bol en hart, viu? Três moedas de cobre cada.
— Patrão , nada é melhor do que carne de verdade! O sabor do sapo-mãe grelhado do subsolo da mina vai satisfazê-lo, com certeza!
Esses sapos-mãe eram mesmo comestíveis?
O cheiro era bom, mas como havíamos acabado de comer, recusei as ofertas. Pochi e Tama ficaram um pouco decepcionadas, mas comer demais fazia mal.
Os que se aproximavam para vender coisas não eram apenas Weaselkins, mas também Ratkins, Rabbitkins e crianças. Apesar disso, limitei-me a verificar os preços de mercado sem comprar nada.
Mia, que comprou algo adiante, retornou mastigando algo.
— Satou.
Ela estendeu para minha boca um talo amarelo que comia, e eu o provei.
Doce.
Tinha um sabor mais próximo ao néctar de flores do que de açúcar. Lembrei-me de quando, na infância, chupava o néctar das flores à beira da estrada. Nostálgico.
— Aah!
— Isso agora foi um beijo indireto, né?! Então, a próxima sou eu!
Vozes de protesto surgiram de Arisa, atrás, e de Lulu, ao lado.
Beijo indireto? Não é como se fôssemos colegiais. Bem, na verdade, Lulu estava nessa idade...
Arisa esticou a mão, mas, antes que conseguisse, Mia recolheu o talo rapidamente, enfiou-o na boca e fez um sinal de vitória na nossa direção.
Como Arisa começou a resmungar "Mukkii" atrás, preferia que ela parasse de provocar.
Veja só, até os olhos de Lulu ficaram marejados.
Nesse momento, apareceu um Weaselkin vendendo talos doces, então comprei um para cada. De algum modo, todas insistiram que eu segurasse os talos em minha boca por vez, mas acho que perderia se levasse a sério.
◇◇◇
No final, conseguimos entrar após dez minutos.
Recebemos tratamento preferencial dos soldados anões, que vieram inspecionar a magnífica armadura de Liza. Foi então que descobri que nobres tinham prioridade quando se tratava de ser inspecionado nos portões. Mesmo sendo apenas um nobre honorário de baixo escalão, a regra ainda se aplicava. Durante a entrada, fui o único que precisou mostrar identificação, sendo meus acompanhantes dispensados de qualquer necessidade. Apenas deram uma olhada superficial na carroça, sem investigação ou cobrança de taxa de entrada.
Era um privilégio especial?
Mas, assim, nobres inescrupulosos poderiam contrabandear coisas facilmente.
Na primeira vez que vi os anões, eram exatamente como imaginava: baixos, largos e robustos, com cerca de 130 cm de altura. As mulheres anãs pareciam versões sem barba dos homens. Como não se pareciam com as "lolis legais" frequentes em jogos recentes, senti-me aliviado. Chega de menininhas.
◇◇◇
— Prazer em conhecê-lo, Chevalier Pendragon. De fato recebi a carta da viscondessa Rottol. Essa corajosa mulher está bem de saúde?
— Sim, ela tem liderado o território do barão Muno com energia. Pode me chamar apenas de Satou, se preferir.
Eu conversava com Driar, o prefeito, após entregar-lhe a carta de Nina.
Liza e as outras descansavam em outra sala, mas, por algum motivo, Arisa estava presente. E essa mesma Arisa, que normalmente se expressava de forma tão descontraída, agora falava com extrema formalidade ao dirigir-se a Driar-shi.
— Driar-sama, como consta na carta, gostaríamos de permissão para enviar estudantes de intercâmbio para cá.
Hou, Arisa? Essa era a primeira vez que ouço falar nisso. Arisa, percebendo meu olhar interrogativo, fitou-me com uma expressão que claramente dizia "Eu não te contei?". Mais tarde eu daria um peteleco na sua testa.
— Hum, fui ajudado pela viscondessa Rottol quando estudava na capital real. Posso aceitar, desde que sejam apenas alguns estudantes.
Driar-shi respondeu enquanto abria a carta. O verdadeiro senhor deste domínio autônomo não era ele, mas sim seu pai, Dohar-san. Será que ele podia concordar sem a autorização paterna?
— Não se preocupe, meu pai delegou a administração da cidade a mim, exceto em assuntos graves.
Parecia estar tudo bem. Ótimo.
No entanto, considerando que a tecnologia do território era algo importante, talvez adotassem a postura de "se conseguirem roubar nossos segredos, que o façam".
— Segundo a carta, Satou-dono trabalha com metalurgia. Gostaria de visitar nossa oficina, se tiver interesse?
— Com certeza!
Oh, que sorte a minha.
Nina havia feito um excelente trabalho.
◇◇◇
— Esta é a maior farnalha da cidade.
Uma construção de vinte metros de altura.
Havia uma abertura para carvão combustível na parte inferior, onde anões seminus e beastkin sujos de fuligem atiravam carvão. Do lado de fora, eu só via fumaça branca, então como lidavam com a poluição? Bem, certamente havia algum elemento absurdo (ou fantástico) envolvido.
— Estas instalações são impressionantes.
Não era mero elogio. A escala do local não ficava atrás das siderúrgicas que eu vi em meu mundo anterior.
Estavam presentes apenas eu, Driar-shi e uma anã que parecia sua secretária, Jojori-san, filha dele. Arisa e as outras tinham partido para a cidade após receberem uma carta destinada a Nina. Estavam procurando um mercador que fosse até Muno para entregá-la.
Observávamos de um espaço vip reservado, longe do forno. O calor era intenso, mas ainda mais suportável do que na área com magia de isolamento térmico. Curiosamente, lá fora estava ainda mais quente.
Segundo Driar-shi, cerca de 30% dos lingotes de ferro usados no reino de Shiga eram produzidos ali.
Em seguida, visitamos sequencialmente os conversores e as prensas hidráulicas. Na área de prensagem, magos com círculos escuros ao redor dos olhos infundiam energia mágica em ferramentas especiais, revezando-se em turnos exaustivos. Originalmente, haveria mais pessoas, mas muitas haviam sido deslocadas para outras tarefas, deixando o local com pouca mão de obra.
Bem... Força, guerreiros. Torci mentalmente por aqueles magos cambaleantes.
Não havia máquinas pesadas, mas, em compensação, membros de uma tribo chamada Gigantes Menores, com cerca de três metros de altura, carregavam minérios, chapas de ferro e materiais acabados.
Suspeitei que as instalações de mithril fossem secretas, já que não me mostraram nada. Pareciam estar nas cavernas subterrâneas, então decidi perguntar.
— As instalações relacionadas ao mithril ficam no subsolo?
— V-você é bem informado. Ouviu isso da viscondessa Rottol?
— Não, um mercador conhecido meu comentou que os produtos de mithril desta cidade são excepcionais.
— Entendo... Adoraria mostrar, mas precisamos da permissão de meu pai para visitar as instalações subterrâneas.
Driar-shi cruzou os braços curtos, franzindo a testa. Jojori-san, alheia à expressão constrangida do pai, fez uma sugestão:
— Pai, nesse caso, por que não pergunta ao vovô? Mesmo ele não exigiria que um recém-chegado forjasse uma espada do nada.
Jojori-san, isso soou como um convite (Flag) para o desastre...
Tradução: Rudeus Greyrat
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