Seija Musou | The Great Cleric Vol 02
– Arco 2: O Labirinto e as Valquírias –
Capítulo 08 [Treinando com os Paladinos]
— Status Open.
Um holograma apareceu diante de mim.
Nome: Luciel
Classe: Curador V
Idade:
17
Nível: 1
HP (Pontos de Vida): 450 — MP (Pontos de Magia): 180
FOR (Força): 73 — VIT (Vitalidade): 111
DEX (Destreza): 76 — AGI (Agilidade): 73
INT (Inteligência): 108 — MGI (Magia): 107
RMG (Resistência Mágica): 100 — SP (Pontos de Habilidade): 0
Afinidade Mágica: Sagrado
HABILIDADES
Maestria em Avaliação I — Sorte contra Monstros I — Artes Marciais V
Manipulação Mágica VII — Controle Mágico VII — Magia Sagrada VII
Meditação V — Concentração VII — Recuperação de Vida IV
Recuperação Mágica VI — Recuperação de Força V — Arremesso IV
Carnificina II — Detecção de Perigo IV — Locomoção IV
Pensamento Paralelo II — Esgrima II — Escudos I
Lanças II — Arco e Flecha I — Lançamento Rápido IV
Lançamento Nulo I
Crescimento de Atributos
Aumento da Taxa de Crescimento de HP VI
Aumento da Taxa de Crescimento de MP VI
Aumento da Taxa de Crescimento de FOR VI
Aumento da Taxa de Crescimento de VIT VI
Aumento da Taxa de Crescimento de DEX VI
Aumento da Taxa de Crescimento de AGI VI
Aumento da Taxa de Crescimento de INT VI
Aumento da Taxa de Crescimento de MGI VI
Aumento da Taxa de Crescimento de RMG VI
Resistências
Resistência a Veneno VI — Resistência a Paralisia VI — Resistência a
Petrificação VI
Resistência a Sono VI — Resistência a Encanto II — Resistência a Maldição
VI
Resistência a Enfraquecimento VI — Resistência a Silêncio VI — Resistência a
Doenças VI
Resistência a Choque II — Resistência a Enfeitiçamento I — Resistência
Espiritual I
TÍTULOS
Arquitetador do Destino (todos os atributos +10)
Proteção do Deus do Destino (aumento de SP)
Ranques
Guilda dos Aventureiros — Rank E
Guilda dos Curadores — Rank A
— Ainda nível um. Será que eu tô andando em círculos? Espera, meus atributos aumentaram.
E muito, por sinal.
Fazia só uma semana e meia desde que eu tinha começado a explorar o labirinto, e todos os meus atributos tinham disparado pelo menos cinquenta por cento. O que tava rolando? Além disso, agora eu tinha essa resistência a enfeitiçamento, o que só reforçava minha suspeita de que o labirinto era uma grande ilusão.
Ontem, depois de voltar para o quarto, passei horas repassando a luta na minha cabeça, tentando pensar em formas de melhorar. Mas me criticar só me deixou deprimido. Fiz uma lista detalhada de todos os momentos em que minha arrogância me atrapalhou.
Uma única folha de pergaminho, dolorosamente, não foi nem de perto o suficiente.
Esqueci de lançar magia de barreira antes de entrar na sala do chefe (eu tava literalmente na frente da porta e nem pensei nisso? Pelo amor de Deus, Luciel!), entrei em pânico quando não consegui usar magia e usei minha espada e lança mais como porretes do que como armas afiadas. Minha espada tava cheia de lascas de tanto bater nas paredes e no chão, e minha lança tava torta em vários lugares.
Se o Brod descobrisse, eu tava ferrado. Se o Gulgar descobrisse, eu tava ferrado… em forma líquida. Pode parecer paranoia, mas eu já tinha experiência suficiente com aqueles dois pra saber que não dava pra brincar com eles. Ainda assim, no fundo, eram boas pessoas e não pegariam pesado demais.
Eu estava pensando em perguntar aos paladinos ou templários se poderia treinar com eles algum dia, quando meu estômago interrompeu meus pensamentos com um ronco.
— Já chega de reflexão. Preciso de comida.
No caminho até o refeitório, ouvi alguém me chamar.
— Luciel!
Era Lucy, acompanhada de Lumina e de uma garota que eu não conhecia, mas parecia ter mais ou menos a minha idade.
— Bom dia, Lucy, senhorita Lumina. E acho que não nos conhecemos. Sou Luciel, um exorcista.
— Bom dia, Luciel — respondeu Lumina.
— Oi — disse Lucy.
— Bom dia. Sou Queena — se apresentou a nova garota. — Faço parte do regimento da Lady Lumina.
— Prazer em te conhecer, Queena. Vocês estão indo tomar café? — Encontrar amigos logo cedo sempre era um bom sinal.
— Sim — disse Lumina. — Como fazemos todas as manhãs, depois do treino.
— Isso explica porque nunca nos encontramos antes. Ainda bem que comecei tarde hoje.
— Você parece animado — ela riu. — Dizem por aí que você fez grandes coisas desde que chegou. Estou ouvindo rumores sobre um curador com habilidades modestas de combate.
— Ah, isso… Na verdade, tem uma coisa relacionada nisso que não sai da minha cabeça.
— Se precisa de alguém para ouvir, estamos à disposição. Quer comer com a gente?
A sorte tava do meu lado logo cedo.
— Adoraria.
Enquanto comíamos, contei sobre meu trabalho como exorcista e os erros que cometi ontem.
— Luciel, você ficou maluco? — Lumina me repreendeu, com incredulidade nos olhos.
— Você tem desejo de morrer? — Lucy bufou.
— Você é um idiota. Se não fosse pela sorte, já estaria morto — Queena disparou, sem rodeios.
— Achei que você já tivesse superado sua ignorância, mas pelo visto só trocou por imprudência — Lumina continuou. — Detesto aqueles que jogam fora o presente da vida.
— Eu já me martirizei a noite inteira por isso, pessoal. Por favor, vocês estão me matando aqui.
Os olhares severos delas me fizeram querer correr pro quarto e me esconder. Talvez algumas pessoas curtissem esse tipo de coisa, mas eu definitivamente não.
— Então, o que pretende fazer? Se continuar assim, não vai durar muito — Lucy foi direta, mas dava pra ver que estava preocupada.
— Você tem razão. Pra falar a verdade, queria poder voltar para Merratoni e continuar meu treinamento.
— Curadores não podem ser transferidos da sede sem uma ordem oficial — Queena explicou.
Ela parecia bem informada, pensei, quando notei Lumina me encarando do outro lado da mesa. Então, ela abriu um sorriso confiante.
— Se deseja treinamento, creio que podemos providenciar.
— Espera, sério?
— Sim. Pode ser rigoroso para um curador, mas não vejo problemas em deixá-lo treinar conosco. No entanto, não espere instruções personalizadas.
— Desde que não atrapalhe meu trabalho, fico mais do que feliz.
— Preciso alertá-lo mais uma vez: o treinamento de um paladino é severo.
— Eu não esperaria nada menos. Faço o que for preciso para ficar mais forte.
— Então é bom se preparar. Nossos treinos acontecem no Dia do Fogo, toda semana.
— Entendido. Muito obrigado.
Com os planos decididos e o café da manhã terminado, segui para o (totalmente real) labirinto dos mortos-vivos. Meu novo objetivo era alcançar o vigésimo andar. Claro, isso assumindo que os andares até lá fossem tão tranquilos quanto os primeiros nove.
Antes de descer, passei na loja, mas Cattleya não estava lá.
— Parece que hoje não tem bolsa mágica. Fazer o quê.
E então, desci mais uma vez ao labirinto.
Eu caminhava lentamente, fazendo minha rotina habitual de purificação, mas desta vez com um toque diferente: comecei a visualizar vividamente a purificação na minha mente enquanto lançava o feitiço. Como resultado, os monstros pareciam evaporar de maneira mais limpa do que antes.
— Acho que estou no caminho certo — murmurei. — Mas, por favor, que aquele wight não apareça de novo.
Dessa vez, antes de entrar na sala do chefe, lancei Barreira de Área em mim mesmo para aumentar minhas defesas físicas e mágicas. Quando cheguei ao centro da sala, a porta se fechou atrás de mim, como havia acontecido no dia anterior.
— E lá vem a horda. Vamos ver se minha magia funciona.
Lancei Purificação com otimismo, destruindo um grande grupo de monstros de uma só vez.
— Só isso?!
Mais três Purificações, um pouco de limpeza e terminei tudo em menos de um minuto. O chefe não reapareceu.
O chão começou a tremer e o caminho para baixo logo se abriu novamente. No fundo, havia uma porta que eu não tinha notado da última vez. Fiquei preocupado por um momento que ela pudesse se fechar atrás de mim quando passasse, mas continuei descendo de qualquer jeito, torcendo para não ter que lidar com todo esse barulho de pedras se movendo toda vez que viesse aqui.
Como esperado, a porta se fechou atrás de mim. Abri de novo e vi que os monstros haviam reaparecido na sala do chefe.
— Quem quer que tenha feito isso tem sérios problemas na cabeça.
Depois de uma pequena pausa, comecei minha exploração do décimo primeiro andar.
As paredes, que eram completamente brancas nos andares acima, agora eram de um vermelho escuro. Era conveniente que os andares fossem divididos em unidades de dez, mas o propósito disso me deixava ansioso. E se houvesse armadilhas que me jogassem para outra parte do labirinto aleatoriamente?
Perfurei um zumbi com minha lança e, ao puxar o outro braço para trás, o acertei com a espada.
— Será que eu não deveria estar relaxando no meu treinamento de combate?
— E esses zumbis não estão ficando mais fortes, o que é estranho.
Eles tinham ficado um pouco mais rápidos, mas não o suficiente para ser um problema.
Segui pelos corredores, pegando pedras mágicas, e notei que pareciam estar mais largos do que antes, mas essa foi a única mudança. Os monstros apareciam na mesma frequência de sempre. Provavelmente eu devia ao pesadelo de ontem a abordagem mais calma de hoje.
Depois de explorar tudo que havia no décimo primeiro andar, meu estômago roncou no momento perfeito. Olhei o relógio no menu. Já era hora do almoço, então me sentei nas escadas e peguei um barril de Substância X.
— Esse troço realmente funciona para afastar monstros. Por que os aventureiros não carregam um barril disso com eles?
Terminei o almoço e, depois de limpar o décimo segundo andar, encerrei o dia.
Cattleya me esperava no balcão.
— Bem-vindo de volta, Luciel. Vamos ver essas pedras.
Puxei minha bolsa.
— Valeu. Aqui estão.
Droga, o que aconteceu ontem me deixou tenso perto dela.
— Ah, não precisa ficar tão assustado. Eu não mordo. E aqui está o resultado: hoje você fez 12.219 pontos.
Isso era mais do que eu esperava. Os monstros não pareciam ter mudado... Ou será que mudaram?
— Desculpa, é que ontem você foi tão imponente que fiquei um pouco nervoso. Fiquei me perguntando se você já foi uma paladina ou templária, ou até se esteve sob comando direto do papa.
Ela riu baixinho.
— Ah, Luciel, não sabe que é falta de educação mexer nos segredos das mulheres? Algumas coisas é melhor deixar enterradas. Quem sabe o que pode acontecer se você começar a cavar?
— É, boa ideia, tem perguntas que é melhor nem fazer! — ri nervoso.
A vendedora aparentemente normal sorriu de orelha a orelha.
— Ah, antes que eu me esqueça, sua bolsa mágica.
— Ela chegou?! — exclamei animado. — Espera, parece só uma bolsa comum.
— Coloque um pouco da sua magia nela.
Fiz o que ela mandou.
— Uau, ela mudou de cor!
O saco de couro passou de marrom para um branco pálido.
— Agora é sua. Qualquer coisa dentro de um metro de raio que você tocar pode ser armazenada dentro dela apenas com sua vontade. Para tirar algo, basta visualizar o item e querer que ele apareça. Teste um pouco para ver como funciona.
Parece simples o suficiente.
— Obrigado.
Segurei a bolsa e me concentrei. Senti... livros?
— Tem grimórios aqui dentro?
— Acertou. Sua Santidade mandou entregar todos os livros de feitiços que temos, para dar um empurrãozinho na sua motivação.
Isso sim era uma bênção divina.
— Até aqueles ali?
— Sim. Até aqueles.
Era impressão minha ou o Monsieur Sorte andava trabalhando dobrado ultimamente? Agora eu podia usar todos os pontos que guardei para outras coisas.
— Nesse caso, vou levar quatro espadas de prata sagrada, quatro lanças curtas, cinco conjuntos de arco e aljava e, acho que, um kit de poções.
— Só para constar, isso não significa que você tem passe livre para ser imprudente, entendeu?
Para ser sincero, Cattleya estava começando a me assustar mais do que o próprio labirinto. Mas guardei esse pensamento para mim e torci para que a antiga Cattleya ainda estivesse lá em algum lugar.
Agradeci novamente e voltei para o meu quarto. Assim que cheguei, comecei a ler meus novos grimórios e a praticar os feitiços que continham.
No dia seguinte, cheguei ao décimo quinto andar. E logo seria a hora de treinar com Lumina e seus paladinos.
Tradução: Carpeado
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