Rakuin no Monshou Volume 01 — O Dragão Ruge para a Estrela do Crepúsculo
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Capítulo 2.3 [Dois Garotos — Parte 3]
O chamado Império Mephius, que se orgulhava de sua força como uma "Dinastia Imperial", remontava a sete gerações antes do atual imperador, Guhl Mephius.
Os Campos de Domick, que cortavam diagonalmente as montanhas, compunham, naquele momento, todo o território do império. No centro, erguia-se a famosa Torre Negra, conhecida como a "Espada forjada a partir dos destroços da proa da Nave de Imigrantes Espaciais", cercada em círculo pela capital imperial, Solon.
Em meio à fortaleza natural formada por vales intricados, emergia-se inúmeros pequenos fortes, que mal podiam ser chamados de castelos. Eles protegiam grandes cidades, bem como as pequenas vilas espalhadas pela região. Cada forte, juntamente com as cidades e vilarejos ao redor, era administrado por um oficial, enquanto os nobres usurpavam e governavam diversas dessas regiões.
A tarde caía.
A tarde caía. Gil Mephius cavalgava a toda velocidade sobre seu cavalo favorito.
A oeste, os Campos de Domick brilhavam em um tom vermelho intenso, enquanto, a leste, as montanhas e falésias erguiam-se como uma muralha negra, envolvendo a paisagem em trevas. Se ele olhasse para a encosta que subia ao oeste, veria as montanhas rochosas onde a Família Mephius construíra seu castelo três gerações atrás.
Diziam que, para esculpir cuidadosamente a mansão de calcário, haviam empregado não apenas a força de humanos e dragões, mas também o poder de alguns magos, raros em Mephius. No passado, o castelo servira como salão de reuniões após a construção da nova fortaleza, mas, agora, essa função existia apenas no nome.
Gil, no entanto, sequer lançou um olhar àquela construção histórica enquanto cavalgava pela estrada que levava à cidade, passando pelas estátuas do rei fundador de Mephius e de inúmeros heróis alinhadas ao longo do caminho.
Droga!
Por mais que tentasse esvaziar a mente, o rosto severo do pai, as vozes debochadas, a imagem de Ineli com os ombros encolhidos e o corpo trêmulo voltavam a assombrá-lo.
— Sobre os planos para amanhã?
Mais cedo, ao meio-dia, ele voltara a convidar Ineli, que respondeu com um olhar sedutor, seus olhos fascinantes reluzindo de maneira encantadora.
— Não acabou de ser repreendido pelo nosso pai esta manhã? Sua audácia, sem dúvida, é digna de um imperador... Mas não deveria ser um pouco mais prudente?
Segurando a barra da saia, ela fez uma reverência diante dele. Seus olhos, no entanto, voltados para ele com um olhar de soslaio, pareciam testá-lo. E, assim como acontecia quando ficava diante de seu pai, Gil ficou sem palavras. Ela então virou-se e partiu, deixando para trás apenas um breve:
— Tenha um bom dia.
Enquanto cavalgava, Gil cerrou os dentes.
Ela definitivamente estava me provocando.
Aquele olhar doce, aquele olhar sutilmente inclinado para cima… Ineli estava zombando dele, sem precisar dizer nada.
Então, ainda tem medo do seu pai, não é?
Um garotinho que só sabe obedecer às ordens dele não pode me fazer companhia.
Agora, por que não volta correndo para o seu quarto e brinca sozinho?
Naquela noite, ele sequer chegou a ficar embriagado, mesmo que de leve. Quando o dia caiu, o pó de lírio-negro que costumava misturar ao álcool, substância que sempre o ajudava a esquecer as coisas irritantes do cotidiano, teve um efeito estranho.
Como se não fosse o suficiente, ele acabou dobrando a dose habitual. Foi então que, tomado por uma embriaguez severa, sentiu um desejo incontrolável de cavalgar. Não chamou os amigos. Naquele dia, queria estar sozinho.
Gil jamais recebera uma palavra gentil do pai. Raramente o vira sorrir.
Antes de completar dez anos, acompanhou uma caçada a dragões selvagens. Naquela ocasião, como parte de um "teste de coragem", pisou no pescoço de um dragão que acabara de ser abatido a tiros. Seu pai, Guhl, ao vê-lo naquela pose heroica, com o queixo erguido e os braços cruzados, riu, exibindo os dentes brancos.
— Vejam só, um herói matador de dragões! Meu filho ascenderá aos céus devorando essas criaturas!
Gil não conseguia sentir raiva ao lembrar-se desses momentos. Pelo contrário, era a única recordação boa que tinha do pai.
Ele deve me odiar, pensou.
Era óbvio que não tinha o talento de um herói. Quantas vezes o pai suspirara durante seus treinos com espada? E fazia isso em público, como naquela manhã. Todos os membros da corte estavam ao lado dele. A única que o defendia, sua mãe, morrera cinco anos antes.
No ano passado, seu pai tomou Melissa, uma viúva de uma família influente, como segunda esposa. Com ela, vieram duas filhas de um casamento anterior. Por ainda estar de luto pelo marido falecido, Melissa era alvo de inúmeros boatos maldosos no palácio. Mas, além disso, havia algo nela que desagradava Gil. Era óbvio que ela não era sua mãe. No entanto, assim como os velhos conselheiros fiéis ao imperador, era alguém que seu pai jamais desprezaria.
E então havia Ineli, a filha mais velha de Melissa... Ao lembrar-se de sua expressão estranhamente sedutora naquela noite, Gil, tomado por uma fúria súbita, golpeou os flancos do cavalo com força.
— Oh?
Entre as pessoas que quase foram atropeladas pela cavalgada desenfreada, estava Fedom. Ele voltava da casa de sua amante. Olhando para os companheiros, perguntou:
— O que foi isso? Não era o príncipe herdeiro?
— Tem certeza?
— A essa hora, sozinho?
— É bem possível que fosse Sua Alteza – respondeu Fedom com um toque de cinismo.
— Nada de muito estranho nisso. Alguém vá atrás dele. Se houver qualquer problema, usem o meu nome para trazê-lo de volta com gentileza.
As ruas estavam movimentadas, então Gil diminuiu a velocidade do cavalo, abrindo caminho entre as pessoas que riam e celebravam. Não carregava nenhuma insígnia real, e o povo só conhecia seu rosto através dos retratos vendidos nos festivais. Assim, poderia passar despercebido sem problemas.
E, de fato, ninguém o reconheceu. Ainda assim, não conseguiu ignorá-los e, por algum motivo, ver aqueles rostos felizes o irritava profundamente. Apesar da melodia leve da cítara e da flauta, tinha a sensação de que estavam zombando dele.
Seu coração bateu mais forte. A droga começava a surtir efeito, e sua mente mergulhou no caos. De repente, tudo ao seu redor parecia se dissolver em uma miscelânea de cores disformes e pegajosas que o puxavam para dentro. Os rostos dos cidadãos se retorciam em caretas demoníacas.
Parem…
Todos estavam rindo. Todos o apontavam com dedos retorcidos como garras.
Olhem só, é o príncipe de Mephius! Esse homem não passa de uma criança, sempre com medo do próprio pai!
Nem sequer consegue cortejar uma mulher. Um fracasso deplorável!
Ele deveria morrer. Um príncipe inútil como ele não serve para nada.
PAREM!
As cores disformes ondulavam e se contorciam, pressionando seus sentidos, e o medo sufocado dentro de si inflamava sua repulsa e terror. Arrependeu-se profundamente por não ter trazido uma arma consigo. Se ao menos pudesse encher aqueles miseráveis de chumbo, talvez sua mente clareasse...
— Vossa Alteza, Gil?
De repente, alguém segurou as rédeas de seu cavalo. A princípio, pareceu-lhe uma daquelas figuras demoníacas, mas, ao focar melhor a visão trêmula, reconheceu um rosto familiar.
Era um homem armado com espada e pistola na cintura. Sem dúvida, um dos guardas imperiais, autorizados a portar armas mesmo em tempos de paz. No entanto, sem o uniforme militar, parecia outra pessoa.
— Tem algum assunto a tratar por aqui?
— Não...
Gil balançou a cabeça, tentando demonstrar normalidade. Os guardas imperiais respondiam diretamente ao imperador e estavam sempre ao lado de seu pai. Ele não tinha qualquer intenção de criar laços com eles.
— É perigoso andar sozinho a esta hora. Deixe-me chamar um mensageiro para escoltá-lo de volta ao palácio.
— Não se preocupe. E, diga-me, o que está acontecendo aqui?
— Ahh.
O soldado, um homem de meia-idade, sorriu com certo constrangimento e apontou para o centro da rua.
— É o casamento de minha filha – disse, rindo.
Sobre uma carruagem sem cobertura, um casal de noivos vestia trajes de gala. A jovem sorria radiante. Seu vestido branco, embora mais simples que os que Gil costumava ver na corte, parecia brilhar de maneira singular.
O corte ousado do vestido revelava parte do colo, ressaltando suas curvas femininas.
— Vossa Alteza também deveria cuidar do próprio corpo. Está na idade de se casar. Posso chamar um subordinado e levá-lo de volta ao castelo...
Gil já não ouvia mais.
O riso, os sons, as danças… Tudo tremeluzia diante dele como sombras grotescas.
Por que estavam todos tão felizes? Mesmo ele, príncipe herdeiro do trono imperial, nunca experimentara algo assim. Ou talvez fosse o contrário? Talvez, justamente por serem plebeus, vivessem sem medo. Não escolhiam seus destinos. Apenas recebiam o que lhes era dado e lamentavam o que lhes era tirado.
Se ao menos eu pudesse viver assim...
A irritação cresceu. A dor latejante em sua cabeça tornou-se insuportável. O corpo inteiro tremia. As sombras diante dele vibravam.
Então, Gil sorriu. Um sorriso torto, sombrio.
Que pensamento tolo. Invejar a felicidade dessas criaturas insignificantes. No fim das contas, tudo isso pertenceria a ele.
Só precisava lembrá-los desse fato.
— Reivindico o direito de primeira noite.
— Eh?
O oficial da guarda imperial, segurando as rédeas de seu cavalo, ergueu a cabeça mais uma vez. Embora Gil estivesse limpando a baba do canto da boca, o tom de suas palavras era claro.
— Eu exerço o direito da família imperial à primeira noite.
— PRÍNCIPE!
O grito do oficial fez com que todos ao redor voltassem o olhar para eles.
Vocês estão finalmente me olhando?
No auge da embriaguez, Gil riu ainda mais. Se tivesse um espelho à mão agora, veria que seu rosto se assemelhava às figuras demoníacas sobre as quais estivera divagando mais cedo.
Vocês finalmente percebem que eu não sou um de vocês, não sou apenas mais uma vida, não sou apenas mais um ser humano?
Os homens da família imperial Mephiana possuíam o chamado direito à primeira noite. Isso significava que, se houvesse um casamento entre um homem e uma mulher em qualquer parte do domínio, quase sem exceção, ele poderia tomar do noivo o direito de passar a primeira noite com a noiva.
Houve uma época em que se acreditava que o sangue de uma virgem era algo impuro e que deitar-se com membros da realeza ou sacerdotes detentores de poder purificaria esse sangue — embora, na prática, fosse apenas um meio de extorquir altos impostos pagos para evitar esse direito.
A lei foi estabelecida há pouco menos de duzentos anos, em meio às sucessivas batalhas contra a Tribo do Povo-Dragão (Ryuujin) que empobreceram a civilização humana.
Atualmente, o direito à primeira noite havia se tornado uma lei morta. Assim como o sistema de seleção da guarda imperial.
— Prepare um lugar, guarda imperial. Você está ouvindo o que estou dizendo? Se desafiar a família imperial, não apenas você, mas a noiva também irá para a guilhotina.
Surpresa e confusão se espalharam pelo círculo, formando uma onda ao redor de Gil. O riso cessou, os cânticos pararam e a dança se desfez. O olhar do jovem casal no topo da carruagem congelou.
Por outro lado, Gil não parou de rir. Pelo que sabia, o direito à primeira noite jamais havia sido reivindicado antes. Nem mesmo por seu pai, Guhl Mephius.
Seu pai não dizia que ele nunca se tornaria tal homem? Alguém cujo nome ficaria marcado na história? Até mesmo Ineli não tentava provocá-lo? Ele mostraria que superaria seu pai. A partir de agora, ninguém poderia dizer nada.
Em um mundo que mergulhava no silêncio ao seu redor, Gil era o único que se sentia verdadeiramente satisfeito, do fundo do coração.
Meia hora depois, Gil mantinha a noiva esperando no segundo andar de uma taverna barata nas proximidades. A segurança da sala fora confiada ao mesmo guarda imperial de antes. Sorrindo amplamente para si mesmo, ele subiu as escadas com uma garrafa de álcool. O som da madeira rangendo era estranhamente confortável.
Ele escancarou a porta, e a figura sobre a cama se moveu com um tremor. Estava escuro. A única luz vinha de uma lamparina encardida pela fuligem, sobre o travesseiro.
— Príncipe — a mulher esfregou as mãos, tentando suplicar.
— Por favor... por favor, deixe isso passar. Se for pelo imposto, eu pagarei! Perdoe-me! Eu ainda... ainda não entreguei meu corpo a nenhum homem. Nem mesmo ao meu marido...
— Por isso mesmo se chama direito à primeira noite, não é? — Gil zombou.
— Eu cuidarei de todo esse sangue impuro. Depois disso, você pode se deitar com seu marido em paz, o quanto quiser.
Jogando suas roupas de cima, Gil deslizou para perto dela na cama. A noiva soltou um grito e se afastou. Ele podia ver a carne de suas nádegas pressionando contra o tecido fino. Sua garganta roncou.
Naquele instante, houve batidas violentas na porta. Estalando a língua e virando a cabeça, Gil viu o guarda imperial entrar no quarto e ergueu um olhar severo.
— É insensato um pai invadir a noite de núpcias da própria filha. Embora eu tenha ouvido falar de um costume em que testemunhas são convidadas para a primeira noite da realeza, esse não é o seu caso. Dê o fora.
— Príncipe, por favor reconsidere! Isso é uma desonra para a casa imperial de Mephius!
— O que está dizendo? Alguém como você não tem posição para menosprezar a família imperial. Desrespeitá-la abertamente como acaba de fazer é digno da pena de morte!
O guarda imperial, Rone Jayce, encarou diretamente os olhos do príncipe. Eles estavam desfocados, e espuma escorria de sua boca. Com um único olhar, viu que eram os efeitos do pó de lírio-negro. Enquanto o príncipe mantinha seu olhar afiado, continuava a balbuciar palavras incoerentes.
— Eu... eu sou da família imperial Mephiana... não... sou filho de Guhl Mephius. Se estão dizendo que o próprio país se opõe a mim, ótimo! Farei com que você e sua família sejam jogados em um coliseu sem escapatória! Sofram sob as presas de um dragão até que seus corpos sejam devorados! Se não gosta disso, pode ir embora. Ou o quê!? Ainda não é o suficiente? Podemos retomar o casamento depois. Faço questão de usar uma daquelas vestes cerimoniais também.
Gil virou-se de costas, expondo sua pele branca.
Ah...
Naquele estado indefeso, Rone hesitou, tomado por uma indecisão avassaladora.
Bang! — O estrondo de um disparo ecoou pelo quarto.
◇◇◇
Após receber as notícias de seu assistente, Fedom correu até a frente da taverna, segurando a espada com firmeza.
O direito à primeira noite, de todas as coisas!
Ao olhar para o lado, viu várias figuras reunidas, fundindo-se com a escuridão em um ponto onde não se destacavam nas ruas. Todos os olhares estavam cravados nele, e um calafrio percorreu sua espinha. A cena o fez lembrar de um pavio encharcado. Você o deixaria de lado, pois acreditaria que ele não explodiria de qualquer forma, mas, se ao acaso uma fagulha forte o atingisse, ele poderia explodir num instante.
Fedom pigarreou e avançou para a entrada da taverna. Vários membros da guarda imperial estavam postados na porta, com expressões confusas. Haviam sido convocados por seu oficial superior, mas não tinham recebido explicação sobre o motivo de estarem ali. Fedom ergueu sua insígnia de membro do conselho e foi autorizado a entrar.
Então – BANG! – um tiro ecoou, fazendo seus tímpanos vibrarem.
Por um instante, Fedom permaneceu imóvel. Em seguida, disparou escada acima. Seu assistente, um excelente guerreiro, seguia à frente e abriu a porta. Ambos prenderam a respiração. O cheiro de pólvora invadiu suas narinas. No chão precário do edifício, uma poça de sangue se espalhava.
…
Diante daquela cena, um silêncio estranho pairou sobre eles.
Por um tempo, Fedom não conseguiu pensar em nada. Sua mente parecia se recusar a aceitar aquilo como realidade. Apenas ficou ali, imóvel, encarando a cena sem reação. No entanto, pouco a pouco, a verdade foi corroendo seus pensamentos, e uma ideia começou a se formar em sua mente. Até mesmo ele achava aquilo absurdo. Era demais.
Não…
Fedom engoliu em seco. Não seria aquilo uma revelação dos céus? Uma chance de quebrar a casca do velho império e renovar seu sangue? Ele poderia dar um novo significado a este país, algo condizente com a era turbulenta em que viviam. Não seria este um sinal divino de que apenas ele poderia realizar tal feito?
Apesar do fedor de sangue impregnando a taverna, os olhos de Fedom pareciam brilhar como se envoltos por uma luz dourada. Sentiu um arrepio percorrer seu corpo, um misto de excitação e medo o fez perceber que, se realmente desejava aquilo, precisava agir rápido. Impaciente, tomou uma decisão.
Primeiro, ordenou a seu subordinado que ninguém mais entrasse naquela sala. Depois, aproximou-se do homem e da garota que tremiam abraçados sobre a cama.
— Estou preparado – disse o oficial imperial.
— Mas minha filha e minha família não têm culpa de nada. Eu assumo toda a responsabilidade. Por favor, tenha misericórdia de todos, menos de mim. Farei qualquer coisa que desejar. Se quiser me lançar no coliseu, enfrentar um dragão de mãos vazias, oferecer meu pescoço à guilhotina ou me amarrar a quatro dragões para me despedaçarem, eu aceitarei.
— Oh?
As bochechas de Fedom tremeram. Ele lançou um olhar rápido ao homem caído, de costas expostas. Ele não se movia. Parecia já não estar mais respirando.
— Não tema — disse Fedom, ainda que sua voz estivesse trêmula. — Ele ainda está vivo.
— O quê?
— Não me ouviu? Ele ainda está vivo. Não tema. O príncipe herdeiro se recuperará.
Rone Jayce permaneceu em silêncio, atônito. Fedom, sem hesitar, prosseguiu:
— Muito bem. Se realmente deseja proteger sua família, exijo que não diga uma única palavra sobre o que aconteceu aqui. Se eu ouvir qualquer coisa através de outra pessoa, você, sua família e todos os seus parentes serão os primeiros a servir de alimento para um dragão. Entendeu? Em outras palavras, estou dizendo que, neste momento, esse não é o caso. Compreendeu?
O guarda imperial, Rone Jayce, ergueu os olhos de repente. O sangue em seu peito ainda escorria. Sua filha continuava agarrada a ele. Sobre suas cabeças, o rosto de Fedom se erguia, observando-os. O olhar vago e indecifrável lembrava muito o de Gil, pouco tempo atrás.
Tradução: Rudeus Greyrat
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